terça-feira, 7 de março de 2023

 PERGUNTAS

 

Havia um velho mestre que vivia dizendo a seus discípulos que buscassem eles mesmos as respostas para suas dúvidas. Mas não adiantava. Eles sempre chegavam esperando que o mestre resolvesse seus dilemas.

Um dia, cansado daquilo, ele colocou um cartaz na porta de casa onde estava escrito:

 

RESPONDO DUAS PERGUNTAS POR CEM MOEDAS.

 

Logo um de seus discípulos o procurou dizendo que tinha duas questões muito importantes. O jovem contou as cem moedas. Entregou ao mestre, mas comentou:

 

- Mestre, não acha meio caro cem moedas para apenas duas perguntas?

 

- Sim - disse o velho sábio - E qual é a segunda pergunta?

CONTOS

DE

SABEDORIA

 

A PAZ PROFUNDA


 


Havia um Rei muito sábio que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a Paz Profunda. Muitos artistas começaram a pintar suas telas. Procuravam as cores mais tranqüilas, as pinceladas mais suaves, os motivos mais calmantes. Um deles quis pintar o silêncio, mas não conseguiu. Outro quis pintar a brisa suave, mas só conseguiu fazer um furacão. Muitos tentaram retratar a paz das formas mais variadas.


No dia marcado várias telas foram apresentadas ao Rei. O Monarca olhou atentamente cada uma das obras. Eram realmente belíssimas. Mas ele queria encontrar aquela que representaria a paz. Finalmente ficou com duas pinturas que mais gostou e tinha que escolher entre elas.


A primeira representava um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho magnífico onde se refletiam uma paisagem maravilhosa com árvores, montanhas e as nuvens do céu. Tudo suave, delicado e plácido. Era a visão do paraíso mais perfeito. Todos que olharam para essa pintura achavam que ela representava perfeitamente a Paz Profunda.


A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram cheias de escarpas e sem nenhuma vegetação. Sobre elas havia um céu onde se armava uma tempestade com uma chuva forte, raios e trovões. Descia pela montanha uma cachoeira agitada com a água batendo em rochas e formando espumas. As pinceladas eram vigorosas e fortes. As cores vibrantes. Nada naquele quadro parecia ter paz.


Quando todos já olhavam com estranheza para aquela obra, o Rei reparou um pequeno detalhe: atrás da cachoeira havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto um delicado ninho de passarinho. No meio da turbulência da água o pássaro estava calmamente sentado observando a natureza. Na mais profunda Paz!


O Rei escolheu a segunda tela. Todos ficaram espantados e o sábio monarca explicou:


 


 - A Paz profunda não é estar em um lugar calmo, sem ruídos, sem problemas, livre de dores e de tentações. A Paz profunda é estar calmo e confiante independente do meio que nos cerca.


quarta-feira, 1 de março de 2023




 Distinguindo o bom do mau


Um padeiro queria conhecer UM SÁBIO QUE ESTAVA  viajando por essa cidade, e este foi à padaria disfarçado de mendigo. Começou a pedir e implorar por alimento, o padeiro então despesou o sábio disfarçado e  o colocou para fora 


- Louco! - disse um discípulo que chegava - Não vê que expulsou o mestre que queria conhecer?


Arrependido, o padeiro foi até a rua e perguntou o que podia fazer para o perdoar. O sábio  pediu que convidasse a ele e seus discípulos para comer.


O padeiro levou-os até um excelente restaurante e pediu os pratos mais caros.


- Assim distinguimos o homem bom do homem mau - disse o sábio para os discípulos, no meio do almoço. - Este padeiro consegue gastar muito dinheiro num banquete porque sou célebre, mas é incapaz de dar um pão para alimentar um mendigo com fome.